segunda-feira, 19 de junho de 2017

Um fim de semana negro que termina, mas não conseguimos deixar de parte as emoções fortes que continuam a invadir-nos a cada momento. Paira sobre o pensamento uma escura e densa questão "E se fosse comigo?". Não consigo deixar de ler com sentida compaixão os relatos de quem se viu numa situação absolutamente desesperante sem que nada o fizesse prever, antecipar ou controlar. Sem ajuda a quem recorrer, pois não era possível para tanto e tantos...
Há que recolher para refletir e ponderar o caminho a fazer daqui em diante. Não será possível para muitas famílias fazê-lo para já,  tal será a angústia a dor que terão de arrumar para poder seguir em frente, ainda que a vontade seja, tenho a certeza, voltar para trás para um dia antes, para um ano antes, para ter tempo de ter tempo e recuperar o que já não volta. Mas os que estamos em redor não podemos parar, temos de ter coragem para agir. Há ameaças que não podemos prever, outras há que não poderemos contornar, mas enquanto houver o que fazer temos de pôr pernas ao caminho, arregaçar mangas e contribuir da melhor forma que cada um conseguir...

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